“O que a gente quer é devolver mais poder ao cidadão”, defende João Amoêdo

Candidato à Presidência da República pelo Partido Novo foi o palestrante da 4ª edição do Almoço com Negócios da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe

Por: Mirella

 

Organização das contas públicas e extinção de privilégios, com um Estado focado em áreas essenciais como Saúde, Educação e Segurança. Foi o que o candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, João Amoêdo, apregoou durante a 4ª edição do Almoço Com Negócios, realizado nesta quinta-feira (05), no Radisson Hotel. O conceituado evento da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe, em parceria com as entidades do setor produtivo – CDL, FCDL, Setransp, ABIH, Fórum Empresarial de Sergipe, Sindilojas, Sincadise, o Sindesp, Seac e Sescap –  reuniu empresários, profissionais liberais, formadores de opinião e pessoas preocupadas com a renovação política do Brasil.

“Basicamente o que a gente quer é devolver mais poder ao cidadão, por exemplo, isso significa que não faz sentido essa variação o governo administrar empresas, postos de gasolina, correios, instituição financeira. Isso deveria ficar com a iniciativa privada. O governo deveria se ficar nas áreas essenciais: saúde, educação e segurança, que são áreas que  a gente conta que tenham um bom serviço e não tem. Aqui por exemplo, em Aracaju, em Sergipe como um todo, os índices de criminalidade são um problema, taxas de criminalidade e de homicídio muito altas em comparação com outros estados do país.  O Partido Novo não quer um Estado Mínimo, mas um Cidadão Máximo. Queremos ter um modelo em que o cidadão possa ter um modelo de governo em que ele pode empreender, ter sua empresa, sua liberdade, saúde, educação, segurança e serviços”, declarou.

O candidato falou também sobre a necessidade no equilíbrio das contas públicas e da oportunidade de apresentar as suas propostas para a sociedade sergipana. “O Brasil tem que equilibrar suas contas. Parar de não só cobrar impostos tão altos mas também ter uma carga tributária tão complexa para se calcular e outro problema é que o estado brasileiro não consegue fechar suas contas e consequentemente toma capital que  os  empresários poderiam estar usando para disseminar e aumentar seus negócios. Esta foi uma oportunidade muito positiva. Pude ouvir as pessoas e suas demandas e necessidades. Acredito que foi um encontro muito bom”, explicou.

O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe, Marco Aurélio Pinheiro,  destacou a importância da conscientização do voto e o papel das entidades do setor produtivo como disseminadores de conhecimento para a sociedade. “A  Acese e as entidades que estão irmanadas  na execução deste projeto tem se preocupado muito em dar sua contribuição cidadã, que é trazer a palavra dos candidatos à presidente ao nosso pequeno estado de Sergipe para que nós possamos não só ouvir, mas que eles também saiam daqui do nosso estado com propostas, com ideias para que integrem seus planos de governo. Tem sido muito importante essa ação. Acho que em 2018 temos que ter um voto consciente, voto preparado para que possamos melhorar a situação econômica não só do estado de Sergipe como no Brasil todo”, ressaltou.

Pinheiro adiantou que as entidades do setor produtivo estão preparando um seminário de desenvolvimento econômico do estado de Sergipe, evento que deverá receber ao menos os quatro melhores colocados nas pesquisas ao Governo do Estado, em um debate com especialistas na temática.

“Estamos estudando com as entidades uma maneira de fazer um seminário em que possamos convidar não apenas os candidatos à governo, mas também autoridades na temática de desenvolvimento econômico para traçarmos as estratégias estratégias para tirarmos o estado e o país desta profunda crise”, esclareceu.

O Almoço com Negócios já recebeu outros três candidatos à Presidência da República neste primeiro semestre: o senador Álvaro Dias, o empresário Flávio Rocha e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, e ainda segundo o presidente da Acese, as entidades não descartam receber outros candidatos, desde que estes tenham propostas efetivas para o desenvolvimento econômico do país.