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Entidades preocupadas com queda do índice de venda do comércio sergipano

O presidente da ACESE identificou dados da pesquisa mensal de comércio do IBGE que mostram uma queda significativa nas vendas do comércio sergipano. Dados do IBGE indicam que este foi o pior ano de vendas do comércio desde 2003. No mês de janeiro de 2011, o índice de volume de receita nominal no comércio varejista em relação ao mês de janeiro de 2010 foi de 5,6%, de janeiro a agosto, esse percentual vem caindo, registrando-se o crescimento de apenas 1,8% em relação ao período de janeiro a agosto de 2010, os dados do Instituto mostram ainda, que a variação acumulada do ano no Brasil até agosto de 2011, é de 7,2%, no Nordeste essa média é de 7,92%, enquanto que Sergipe registra apenas 1,8%.


Na manhã desta sexta-feira, a queda desses índices foi o conteúdo de uma reunião extraordinária com o Secretário de Estado Zeca da Silva e representantes do Conselho de Desenvolvimento do Comércio – CDC -, entre eles o presidente da ACESE Alexandre Porto, Juliano César do Fórum Empresarial de Sergipe e Gilson Figueiredo da FCDL. “Essa desaceleração profunda que detectamos no crescimento do comércio em nosso estado muito nos preocupa. Este é o pior índice desde 2003, e precisávamos buscar apoio efetivo do governo para tentar criar medidas concretas que contribuam com o crescimento do comércio nesse final de ano”, observa Porto.
 

O presidente da ACESE parabenizou o secretário por trazer essa responsabilidade para o governo e buscar discutir em sua mesa soluções concretas para que o comércio no estado volte a crescer aceleradamente. “É muito importante contarmos com medidas do governo para buscar estas soluções e hoje depois desta reunião, estou otimista de que as propostas que serão apresentadas minimizarão os impactos desta desaceleração”, opina.
 

O representante da SEDETEC informou que o governador Marcelo Deda tem estes números em mãos e está discutindo com a equipe um pacote de medidas que estimularão o comércio. entre as sugestões apresentadas pelos membros do CDC estão criação de linhas de crédito especial oferecido pelo Banese para este final de ano, um novo Refis e o parcelamento dos impostos referentes a novembro e dezembro.
 

Outra proposta é o reajuste do Sub teto do Simples de R$ 1,2 milhão
para R$ 2,56 milhões.“Os números não mentem e estes números revelam um sinal de alerta para o qual precisamos unir forças para reverter esta realidade, e o governo não medirá esforços para combater essa desaceleração. O Governo está analisando um pacote de medidas, vamos juntos com os membros do CDC falar com o superintendente do Banese, Saumíneo Nascimento e juntos vamos encontrar soluções”, assegura Zeca da Silva.
 

Esta preocupação das entidades ligadas ao comércio será o assunto do Almoço do Fórum Empresarial da próxima semana, onde será elaborado um documento para ser enviado ao governador propondo diversas medidas e soluções concretas. Entre as medidas propostas por Porto em e-mail enviado diretamente para Marcelo Deda, e que também estarão no documento que será elaborado, a principal é a ampliação do
sub Teto do Simples. "Nesse documento, frisaremos para o governador a necessidade de agilizar este reajuste, o qual dará uma folga para as
micro e pequenas empresas que estão perdendo competitividade, tendo em vista que o prazo para que ele faça este comunicado ao Governo Federal se esgota no próximo dia 16", ressalta o presidente da ACESE.
   

 



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