Palavra do Presidente

Discurso do Presidente da ACESE Sadí Gitz durante solenidade de posse para o biênio 2009/2011

Sadi Gítz em seu discurso de posse

Meus amigos,


Sei que todos os senhores podem avaliar a honra com a qual nesta noite eu estou tomando posse na presidência da maior e mais antiga entidade representativa de classe de Sergipe. Por esta cadeira desta ACESE centenária já tiveram acento homens que, pelo desempenho como administradores e pelo seu exemplo como empresários, deram à esta instituição a respeitabilidade de que ela desfruta na sociedade sergipana.  Como me dignifica sentar na mesma cadeira de tantos e tantos ilustres ex-presidentes.


Tenho a consciência da responsabilidade de assumir hoje uma entidade que tem em seu portfolio, uma enorme gama de benefícios oferecidos aos associados, tais como: Plano Unimed aos empresários e a todos seus colaboradores a preços extremamente vantajosos, pois são menores que os oferecidos na praça pela própria Unimed; o plano ACESSE Crédito em parceria com a SERASA, a mais completa fonte de informações cadastrais tanto de empresas como pessoas físicas existente; o projeto Empreender, que oferece consultores em parceria com o Sebrae Sergipe para micros empresários se formarem e informarem e também se coligarem para se desenvolverem como empreendedores. A ACESE dispõe também do projeto de Advocacia Trabalhista a preços apenas simbólicos, ao tempo em que sedia a CAMAE, para solução de problemas via extra judicial por mediação ou arbitragem. A ACESE acolhe ainda dois projetos espetaculares, pois que são dirigidos aos jovens futuros empresários e os novos  homens de negócios, falo da Junior Achievement e do CJE - o Conselho de Jovens Empreendedores - que hoje aqui dá posse à sua nova diretoria.


Por outro lado, a ACESE tem participado de todas as discussões e demandas que envolvem o empresariado sergipano, usando sempre a via dos encontros nos cafés e almoços já tradicionais. Assumo aqui o compromisso de lutar para manter e se possível ampliar os serviços prestados pela ACESE aos seus associados, bem como para ampliar o número de associados de forma a deter no seu quadro social um percentual cada vez maior das empresas sergipanas do comercio, da indústria, dos serviços, do agro-negócios e dos profissionais liberais.


Com respeito às demais entidades empresariais do Estado, declaro que me empenharei para trabalhar em harmonia com todas, pois sei que só unidos seremos fortes. Tenho a convicção de que as entidades empresariais e o governo devem ter como objetivo último e comum, alcançar um bem-estar cada vez maior dos seus concidadãos. No entanto, cada uma dessas instancias tem seus instrumentos próprios, daí porque nem sempre tem a mesma proposta para uma determinada situação. Por isso impõe-se que as entidades civis e o poder político tenham a indispensável independência para a mais adequada defesa dos seus interesses. Sempre lembrando que não ajuda a oposição sistemática e nem a vinculação automática. É nesta direção que pretendemos guiar a ACESE.


A economia mundial passa hoje por um momento de grande perplexidade. Não temos ainda a exata dimensão da crise, quer quanto à sua profundidade, quer quanto à sua duração.  Em conseqüência, nós, do setor produtivo devemos todos estar atentos para a realização dos ajustes que se fizerem necessários em cada um dos nossos setores de atividades, cuidando sempre de avaliar as conseqüências de nossas decisões, de forma a provocar o menor impacto negativo possível no emprego e nos negócios.


Do governo da União, os empresários esperam que adote medidas firmes no sentido de contenção dos gastos da máquina pública para que seja sacrificado o mínimo possível do investimento em infraestrutura. Consideramos por outro lado, que deve entrar na pauta, e para isso contamos com a nossa representação parlamentar no congresso nacional, com vigor, a revisão da arcaica legislação trabalhista brasileira que ao mesmo tempo em que onera desnecessariamente a produção, só é capaz de abrigar sob a sua proteção, apenas a metade dos trabalhadores brasileiros. Consideramos ainda que União deve tomar, com urgência, providências para que o regime da previdência brasileira seja atualizado de forma a dar tranqüilidade aos futuros aposentados do país.


Do governo estadual esperamos que ele possa contribuir quer agindo diretamente, quer através do seu prestígio junto ao governo federal, para a indispensável ampliação da infraestrutura do Estado, condição para que possamos melhorar a nossa competitividade e assim possamos também abrigar um maior número de unidades produtivas. Entre as carências mais notáveis na infraestrutura sergipana, citamos: a duplicação da BR-101, o restabelecimento do tráfego ferroviário e sua ligação com o porto da Barra dos Coqueiros e também com Alagoas; o suprimento de água industrial e a ampliação do porto. Acreditamos ainda que o governo estadual deve lutar com todas as forças para que Sergipe seja a localização escolhida de uma das usinas termonucleares que o Nordeste deve receber. Lembramos que há mais de um ano a ACESE tomou a iniciativa de promover uma exposição sobre a matéria do Dr. Pedro Figueiredo, diretor da ELETRONUCLEAR. Pelo que esse investimento pode significar para o futuro econômico de Sergipe, estamos convencidos qque o governo deve se empenhar com toda sua força para fixar uma unidade em Sergipe.   


Nós da Associação Comercial vamos com certeza fazer a nossa parte, discutindo e opinando, pois somos uma categoria unida e muito capaz.


Muito obrigado!           



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