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Dilma define novas prioridades

A presidente Dilma Rousseff ensaia novos passos em direção a uma política fiscal de mais longo prazo, para ser adotada durante seu mandato. Fazem parte das prioridades do governo conter a expansão dos gastos com custeio abaixo do crescimento do PIB, acabar gradualmente, na medida dos vencimentos, com a dívida pública indexada à variação da taxa Selic (as LFTs) e empenhar-se na aprovação do projeto que está no Congresso desde 2007 e que limita o aumento da folha de salários da União.O objetivo é fornecer ao Banco Central condições estruturais para o início de um ciclo de queda da taxa de juros, aproveitando a oportunidade que a crise nos países centrais abre para o Brasil. Hoje, o BC decide sobre o rumo da taxa básica, de 12,50% ao ano. Ontem, já havia no mercado quem alimentasse a expectativa de o corte da Selic começar agora.Pelo cronograma da área econômica, o governo terá de alterar a indexação da remuneração da poupança, que hoje funciona como piso para a queda da Selic. A lei determina a correção da poupança pela variação da TR mais 6,17% de juros anuais. No futuro ela deverá ser corrigida por um percentual da Selic.Paralelamente a essas iniciativas, o governo acompanha de perto a evolução da inflação e a dimensão do desaquecimento da atividade. Do lado da inflação, forma-se a ideia de que é preciso atacar os preços dos serviços, que acumulam aumento de 9% em 12 meses. E uma das formas de retirar a pressão sobre esse segmento seria abrir a possibilidade de importação de mão-de-obra.A desaceleração do crescimento, decorrente do aumento dos juros em 1,75 ponto percentual este ano e do corte de R$ 50 bilhões nas despesas do governo, estaria se acentuando mais depressa do que se imaginava. Para evitar que setores específicos da indústria sejam muito prejudicados, trabalha-se com a alternativa de incluir nos financiamentos do Programa Minha Casa Minha Vida a compra de móveis e eletrodomésticos.A presidente Dilma convenceu-se, segundo interlocutores, de que o ganho de popularidade na condução dos casos de corrupção no seu governo lhe dará suporte para avançar num programa fiscal de mais longo prazo.Fonte: Valor EconômicoPor Claudia Safatle e Cristiano Romero | De Brasília

Publicado em 31/08/2011



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