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Acese participa de sessão sobre o Réveillon em Aracaju

A convite do vereador Américo de Deus, o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe (Acese), Marco Aurélio Pinheiro, representou a entidade em sessão especial ocorrida nesta segunda-feira (16), na Câmara Municipal de Aracaju. Na ocasião, o parlamentar fomentou o debate sobre a realização da festa de Réveillon na capital sergipana.

 

De acordo com vereador autor da sessão, a pauta foi levantada com urgência, pois já é outubro e as pessoas precisam saber se vai ter Réveillon ou não. "A festa movimenta todo o mercado. Está ligado aos bares da orla, ao setor hoteleiro, aos músicos, ao turismo e à imprensa. Com a celebração, as pessoas são direta ou indiretamente envolvidas. Há geração de emprego e distribuição de renda, onde todos ganham. Quando a Prefeitura apresenta o calendário e suas ações culturais, sabe-se que o investimento tem o retorno em forma de impostos. Se há dúvida, há uma desmotivação geral, por isso é importante decidir com mais agilidade, pois dá tempo do comércios e setor de serviços se planejarem melhor. O Réveillon é uma data especial, mágica, de superação, de tempo novo. Já era pra ter sido um assunto debatido em julho, para ter tempo das pessoas se planejarem. Vale ressaltar que nosso objetivo está além de interesses particulares", declarou.

 

Para Marco Aurélio Pinheiro, discutir essa situação é a melhor forma de se chegar a um denominador comum. "No passado, cada município realizava seus festejos juninos, mas com a criação do Forró Caju criado com grande proporção, as festas do interior deixaram de existir, a exemplo do São João de Areia Branca , Estância, Cristinápolis, entre outros. Creio que a necessidade é que todos os envolvidos discutam  um projeto real, sem partidarismos. É importante observar que isso movimenta a economia, empregabilidade, valorização dos artistas locais, que taxistas, hoteleiros barzinhos e ambulantes ganhem, sem que se pague uma taxa dispendiosa por um período tão curto. Isso depende de boa vontade das partes", destacou.

 

Marco Pinheiro disse, ainda, que louva a iniciativa do vereador em pleitear o debate. "Infelizmente não houve mais participações, mas o setor produtivo, tão criticado na sociedade, está aqui presente. Se chamarmos as demais instituições e arregaçarmos as mangas, é possível construir algo. Nossa iniciativa é o Natal Luz, a apresentação do Coral Canarinhos, no prédio da Acese, que é histórico, e a casa do Papai Noel (CDL). Temos que ter foco para a celebração do fim de ano. O que nos interessa é que haja um bom Réveillon e que a prata da casa sejam as grandes estrelas, pois temos grupos maravilhosos".

 

Para Breno Barreto, presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL Aracaju), a festa do Réveillon potencializa a geração de empregos. Em seu discurso, ele afirmou que não é puxar sardinha para a classe do comércio, mas é algo que interessa toda a população. "Temos três datas importantes no estado. Duas a nível nacional, que seria os festejos juninos, cujo nordeste é grande exportador da cultura;  o carnaval, com mercado pujante no comércio (ambulantes) e na rede hoteleira; e uma data a universal, que é o Réveillon, uma data de união, de reflexão. Recentemente defendi o Forró Caju, por exemplo. Acredito que o prefeito tenha dificuldade de realizar esses eventos, mas não podemos creditar toda a responsabilidade no Governo Municipal. Nós, enquanto empresários e população, também temos peso. Daí a importância de empresários e a mídia participarem dessa sessão discutindo o futuro do Réveillon. Quando houve aquela sessão do IPTU, poucos estavam aqui, então creio que não vai ser o Reveillon que vai trazer essa população, que se encontra tolhida de informações, pois não está pensando em um futuro. Debater a organização de eventos no estado é de grande importância".

 

Breno tambêm informou que, desde 2015 o comércio e outros setores sofreran um desaquecimento, devido à queda nas vendas. Em contrapartida, em meados de agosto, houve o início do equilíbrio na economia, desemprego estagnado, com saldo positivo, queda da taxa Selic, que é um bom indicador. "Imagine um dono de hotel e/ou de um bar tentando vender uma data com a promessa de que deverá ter uma queima de fogos. Ali é um comerciante que está injetando receita ao município e estado. Os Governos Municipal e Estadual poderiam se unir para tentar mostrar que farão mais com menos. Tem festas com artistas nacionais que são bancadas pelo empresário, a exemplo do Pré Caju, onde muitos criticavam, mas quando acabou a falta foi notória. Deveríamos dar a nossa contribuição e não apenas aguardar o interesse público. Nós fazemos a nossa parte aqui, cobrando, mas nem todos dispõem do seu tempo para trazer as ideias pra cá. A minha singela contribuição com as demais entidades do setor produtivo é realização do Natal Luz, na praça Fausto Cardoso, e a casa do Papai Noel nos calcadões. Estamos longe de chegar ao Natal Luz de Gramado (RS), mas empresário sempre sonha, aposta e tem esperança. Tem que montar um calendário e dar continuidade ao que deu certo".

 

Presente na sessão, o vereador  Fábio Meireles parabenizou a Acese e demais entidades participantes. "Alguns vereadores não estiveram presentes devido à pautas externas, como a reunião dá Comissão de Finanças, com a apresentação do quadrimestre, e outros que estão de licença médica, mas o importante é que o assunto foi discutido antes de haver uma decisão definitiva - ou seja, a casa mostra interesse. Infelizmente não aconteceu o Forró Caju , mas estamos discutindo o que Aracaju pode ofertar, sem que esse momento passe em branco, principalmente pra fortalecer o comércio e, consequentemente, a sociedade".

 

Também participaram da sessão, o vereador Lucas Aribé e o presidente do Sindicato dos Músicos do Estado de Sergipe (Sindmuse), Tonico Saraiva.

 

Assessoria de Comunicação

Publicado em 16/10/2017



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