Projeto Empreender

O porquê de sua implementação

 

O mundo ingressou definitivamente na era das tribos, dos grupos: grupos de pessoas, grupos de empresas, grupos de cidades, grupos de países. Isso significa uma adaptação da sociedade moderna à lógica da globalização, à tecnologia da informação em tempo real, da mudança radical de hábitos, costumes e até mesmo fronteiras, num novo mundo que clama por maior competitividade, por redução dos custos com ganhos de produtividade. Esta é uma verdade que vale para qualquer país, especialmente o Brasil. 

 

Assustados com as dificuldades e com a instabilidade, vendo seus lucros se reduzirem drasticamente e sem compreender a raiz do problema, os empresários, principalmente micro, pequenas e médias empresas, culpam o governo e incorrem naquele que, hoje, talvez seja o maior de todos os erros: isolam-se. 

 

O empreendedor brasileiro tem, por questões culturais, a tendência em pensar que a concorrência está ao lado e sempre à espreita, querendo descobrir seus segredos para usá-los contra ele próprio, tirando-o do mercado. É basicamente sobre este erro de visão que o Projeto Empreender atua e daí vem sua extrema importância. 

 

A partir das associações comerciais e empresariais, a metodologia do Projeto Empreender organiza núcleos setoriais , valorizando o aspecto associativo. Ninguém é obrigado a participar. O convencimento vem pela eficiência. 

 

Núcleos Setoriais são grupos de empreendedores de micro e pequenas empresas de um mesmo ramo (auto-mecânicas, panificadores, contadores...), que se reúnem quinzenalmente, sob orientação de um consultor, para discutir os problemas comuns e buscar soluções conjuntas perfeitamente adequadas às suas necessidades, apoiados pela associação comercial e empresarial, com baixo custo. 

 

Ao participar de um núcleo setorial é possível entrar em contato estreito com outras empresas, buscar soluções comuns para questões que, sozinho, o empresário teria dificuldades em resolver: o concorrente não está mais ao lado ou na esquina, mas sim do outro lado do mundo. O núcleo é, na prática, o que apregoa o velho adágio que diz que várias cabeças pensam melhor que uma. Isolar-se no mercado, hoje em dia, é quase uma sentença de morte; as chances de sobrevivência são muito reduzidas. 

 

O empresário brasileiro, ao contrário do europeu e dos norte-americanos, continua querendo – e esperando – que as atitudes e soluções surjam de cima para baixo. A implementação do Projeto Empreender evidenciou esta característica e adaptou a metodologia, buscando uma quebra de paradigmas, uma profunda mudança de postura.



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